És pão no meu jejum, és primavera
Que vence este meu gélido torpor;
És bálsamo que acalma a minha dor,
Que me encontra febril e regenera;
És o porto de abrigo que se espera
Ao fim de um temporal devastador;
És a reza atendida e o favor
Da deusa já esquecida de outra era;
És quem me dá a mão se estou no fundo;
És transfusão de sangue e eu moribundo;
És cálida carícia no meu pranto;
És a graça maior que me enche tanto;
És mais do que eu mereço e, no entanto,
É por ti que me adio neste mundo.
13/07/2017
quarta-feira, outubro 31, 2018
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