domingo, março 09, 2008

Tabuleiro.

A vida joga-se num tabuleiro,
Dados ao vento da Fortuna,
Peões que demandam contra o Hades,
E a carta infausta das Tormentas nas mãos cálidas de uma Musa.
Rolam-se números fortuitos que se despem de sentido,
E avança-se para nova catacumba,
Deambulando sem jeito a masmorra do Eterno.
Recua-se,
Joga-se o mundo às avessas,
Constrói-se a Torre de Marfim,
E patrocinam-se as Espadas e os Ouros.

O tabuleiro arrumado,
Peças deixadas num qualquer vácuo,
Uma vã glória no triunfo,
Mesma a vã desgraça de ser vencido,
Um bloco de notas sem dono,
E todas as transacções desmaterializadas.

Joga-se a vida,
Mas não a morte…
A morte, essa vive-se.

08/03/2008
5:16

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